A menina desaperta o passo
a noite segue seu espaço
as gotas de chuva se misturam
ar e solo se curvam
agora tudo parece uma pintura
as luzes de um tom opaco
distorcem o infinito em pedaços
la fora ela se sente segura
as ruas passam
os postes passam
a fenda do tempo rasga
qualquer sinal de fumaça
as pedras contra a água
a água empurra as pedras
o barulho quase esmaga
ela sente que está certa
sente que pode tocar
estende a mão a rezar
por uma unica estrela
já não suporta essa espera
sem entender, ela sente
abre os olhos, vê em frente
todas as estrelas caindo
o céu sumindo
é tudo tão bonito
quente como deveria
perto como gostaria
as estrelas do desfecho do infinito.

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